A muralha é do bugre

Por Henrique Brazão

Ano passado quando o Guarani recebeu o Palmeiras no Brinco de Ouro pelo Campeonato Paulista o goleiro titular estava suspenso e me perguntaram se o goleiro reserva daria conta do recado. Eu disse que sim. Juliano fecharia o gol e daria a quarta posição da primeira fase para o bugre.

A bola rolou, Juliano fechou o gol e o Guarani venceu. Voltou para o banco e teria a oportunidade no Paulista deste ano. Emerson renovou e saiu. Juliano ganhou a camisa um, mas não fez boas atuações e foi substituído por Renan. O Guarani foi rebaixado.

As críticas a Juliano superaram as quatro linhas. Críticas que ele não merecia. Por vários interesses um site o criticava com ataques pessoais e que nada ajudavam um jogador de futebol.

Agora na série C, Tarcísio Pugliese trouxe um goleiro da Caldense, mas Juliano permaneceu no gol e entrou para a história do clube. São nove jogos sem tomar gol e uma marca histórica.

Se considerarmos somente os 90 minutos de jogo, Juliano ficou 810 minutos sem tomar gol, se contarmos os acréscimos, esse número sobe para 858.

No Guarani, Juliano superou Neneca no campeonato brasileiro de 1978 quando o bugre foi campeão.

Sem compararmos série A e C de Brasileiro, a marca deste tempo não é para qualquer um mesmo com uma baixa qualidade do campeonato em questão.

Uma lista no Wikipedia mostra que Juliano está no Top20 mundial da história do futebol. Está a frente de, além de Neneca em 78, Taffarel (1987), Zetti (1991), Waldir Peres (1983) e do atual campeão da Libertadores, Victor (2008).

A lista é liderada por Mazaropi pelo Vasco em 1977 e 1978 quando ficou 1816 minutos sem levar gols.

Juliano ainda pode passar, na próxima rodada, Victor Valdés que ficou 877 minutos sem tomar gol pelo Barcelona na Liga dos Campeões de 2011.

Não é a toa que é chamado de muralha pela torcida, mas, ao contrário da chinesa, a muralha bugrina não é feita de pedra, mas sim de carne e osso e pode errar.

Juliano entra para a história do Guarani. Para a história do futebol. Mais que recordes, os números passam a ser uma resposta aos críticos do campeonato paulista que o crucificaram sem merecer.

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Juliano: 810 minutos sem sofrer gols e um recorde histórico.

Foto: Reprodução Facebook

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Publicado em agosto 12, 2013, em Henrique Brazão e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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